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Torre da Refinaria - um Miradouro a Oriente
10-02-2019

Debatida e votada em 12 de Fevereiro de 2019
Aprovada por maioria, com a abstenção de 2 deputados independentes

Na zona sul da Freguesia do Parque das Nações situa-se a Torre da Refinaria, herança do passado industrial que existiu naquele local antes da realização da Expo'98.

Construída em 1939 como Torre TCC (Thermofor Catalytic Cracking) mas também conhecida ao longo dos anos como Chaminé da Sacor, Torre Galp e na Expo 98 como Porta do Mar, integrava a Refinaria de Cabo Ruivo, desempenhando um papel importante na transformação dos produtos vindos da destilação do petróleo bruto, transformando-os em gasolina, gasóleo e outros derivados.

Ao longo dos anos todos os que por ali passavam observavam atentos a chama no seu topo, que se dizia se algum dia se apagasse causaria uma explosão.

A sua transformação para a Expo'98 pretendeu criar um marco do passado industrial no território do futuro, sendo a única estrutura que permaneceu e integrou a Exposição como Porta do Mar.

O projeto de recuperação liderado pelo Arq. Manuel Graça Dias e Egas José Vieira não só adaptou a estrutura a Porta do Recinto, como criou um espaço de Miradouro, reservado aos convidados mais importantes durante o evento para observação da magnífica vista sobre toda a zona Oriental de Lisboa e sobre o Mar da Palha. Para isso à estrutura foi acoplado um elevador que levava os utilizadores a uma plataforma panorâmica.

Na sua base foram construídos alguns espaços que tiveram diferentes usos durante a Expo'98.

Nos 20 anos posteriores à Exposição Mundial, pouco uso foi dado ao espaço permanecendo encerrado e sem acesso público.

O último evento que acolheu teve lugar a 1 de outubro de 2016 quando a ACIPN - Associação Cidade Imaginada Parque das Nações, organizou em parceria com a Parque Expo uma visita aos seus associados e à comunicação social.
Nessa visita puderam observar que a Torre se apresentava segura, apenas com algumas marcas de ferrugem que necessitavam de manutenção, embora o elevador se apresentasse desligado e vandalizado.

Recentemente com a extinção da Parque Expo,S.A., esta estrutura transitou para o domínio da Câmara Municipal de Lisboa, conforme o disposto no Decreto-Lei nº 67/2018, de 17 de agosto e que define os termos e os efeitos decorrentes da extinção.

O património edificado da Cidade, em particular aquele que simboliza uma época da zona oriental e uma reconversão urbanística reconhecida como um bom exemplo internacional deve, na medida do possível, ser vivida pelos seus e por a aqueles que nos visitam, como é o caso da estrutura em apreço.

Nesse sentido, o Grupo Municipal do CDS-PP propõe à Assembleia Municipal de Lisboa que, na sua sessão de 12 de fevereiro, recomende à Câmara Municipal de Lisboa que:

1. Promova um estudo de avaliação da estabilidade da estrutura pelo LNEC e que avalie a possibilidade de:

a) Retomar a utilização de um Miradouro no topo da Torre, procedendo às obras de adaptação e conservação necessárias para o efeito;

b) Instalação, nos espaços existentes na base, de espaços de apoio (bilheteira, cafetaria, instalações sanitárias, entre outros);

c) Promover uma exposição, na zona de entrada, que retrate sumariamente o passado da estrutura;

d) Que este espaço de Miradouro a Oriente seja integrado nos roteiros turísticos criando uma âncora na zona sul desta Freguesia e ligado ao projeto do Centro Interpretativo do Parque das Nações.

Lisboa, 10 de Fevereiro de 2019

O Grupo Municipal do CDS-PP
Diogo Moura