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Rede de Cuidadores de Lisboa
13-11-2018

Debatido e votado: 13 de Novembro de 2018
Todos os pontos aprovados por maioria
Pontos 1, 2 e 3: votos contra do PCP e PEV. Abstenção: PS e BE
Pontos 4 e 5: votos contra do PCP e PEV.

Considerando que:

Os cuidadores informais são pessoas que cuidam de outra, numa situação de doença crónica, deficiência ou dependência, parcial ou total, de forma transitória ou definitiva, ou noutra condição de fragilidade e necessidade de cuidado. O termo informal advém destes cuidadores ao contrário dos cuidadores formais, como os profissionais de saúde, não serem remunerados pelo seu trabalho e, na sua grande maioria, terem um percurso profissional que não lhes atribui competências específicas no domínio do cuidar;

Cuidar de uma pessoa com algum nível de dependência exige lidar com uma diversidade de esforços, tensões e tarefas que podem superar as reais possibilidades do cuidador, podendo conduzi-lo à exaustão e ter um impacto a nível físico, psicológico, social e económico quer na vida do cuidador, como da pessoa foco dos seus cuidados;

Sabendo que cuidar de outra pessoa cria situações de tensão e stress que comprometem a qualidade de vida do cuidador, é necessário encontrar formas de apoiar, mitigar o impacto e compensar a vida destas pessoas;

Portugal é um dos países da União Europeia com maior envelhecimento demográfico e Lisboa uma capital que enfrenta sérios desafios neste âmbito;

A cidade de Lisboa é uma das cidades mais envelhecidas do país - segundo os últimos dados conhecidos há 28,1% de pessoas na cidade com mais de 65 anos;

Uma intervenção multidisciplinar, no pleno respeito pela pessoa idosa ou dependente, composta por elementos formais e informais, que leve a um funcionamento articulado dos diversos agentes intervenientes no terreno, poderá fazer a diferença para muitas destas pessoas que vivem sozinhas em casa, sem possibilidade de sair, seja por motivos de saúde, seja porque as condições de acessibilidade não o permitem;

A acção em rede concertada, que agregue todos os cuidadores, é uma resposta fundamental e Lisboa pode dar o exemplo e criar a primeira rede de cuidadores para que outras cidades a sigam.

Nesse sentido, o Grupo Municipal do CDS-PP propõe à Assembleia Municipal de Lisboa que delibere:

1. Que a Câmara Municipal de Lisboa promova a criação de uma Rede de Cuidadores do Concelho, a primeira no País, com o objectivo de combater o isolamento e apoiar as pessoas idosas, pessoas com deficiência ou dependentes de terceiros por outras razões;

2. Que esta rede de cuidadores inclua e enquadre os cuidadores formais e informais que, de modo informal e isolado, já prestam este serviço a muitos familiares, amigos e vizinhos e que seja um estímulo a que muitas outras pessoas assumam este papel;

3. Que esta rede de cuidadores trabalhe a capacitação e literacia dos seus membros para que a sua acção seja mais gratificante, legítima e eficaz;

4. Que a CML reforce o seu papel dinamizador na articulação entre todos os organismos, públicos e privados, que já actuam no apoio a estas pessoas, criando uma verdadeira rede com o objectivo de identificar as necessidades, a oferta já existente e a forma de a reforçar e alargar estas respostas;

5. Que a CML estimule os serviços municipais, juntas de freguesia e instituições sociais, a realizarem em conjunto um levantamento detalhado da situação de pessoas com dependência, seja pela idade, seja por deficiência, do município de Lisboa.

Lisboa, 28 de Outubro de 2018

Pelo Grupo Municipal do CDS-PP
Diogo Moura
João Maria Condeixa