
Exma. Senhora
M.I. Presidente da
Assembleia Municipal de Lisboa
Arqª Helena Roseta
Requerimento nº 024/CDSPP/2018
Exma. Senhora Presidente,
Recentemente foi notícia que os terrenos do Parque de Materiais 1 do Metropolitano de Lisboa, situados em Sete Rios, irão ser vendidos e o resultado dessa venda reverterá para a expansão/criação da Linha Circular do Metro.
Na sequência dessa notícia o nosso Grupo da AML reuniu-se no passado dia 10/9 com a Comissão de Trabalhadores, Associação de Reformados e três Sindicatos.
Nessa reunião pudemos abordar diversas matérias, em especial o protocolo celebrado entre a CML e o Metro em 2003, no qual foi acordada a utilização por parte da CML de 1/3 dos terrenos para construção de uma central de camionagem, sendo a restante parte dos terrenos (2/3 ou seja 40 000 m2) destinados a habitação, hotelaria, comércio e serviços
Sabemos que chegaram a ser definidos os termos de referência (204/2005) para o plano de pormenor daqueles terrenos.
No entantom passados 15 anos a Central de Camionagem provisória tornou-se "definitiva", a CML não cumpriu o prometido de ali criar uma nova estação de camionagem e a que lá está foi recentemente notícia por constituir perigo para a saúde pública.
Já existiram várias intervenções ao redor destes terrenos (Uma Praça em Cada Bairro, aprovação CML condomínio junto à Emb. Brasil, etc.), sem que haja qualquer notícia de avanços no que respeita quer aos termos de referência quer ao desenvolvimento da área em apreço.
Nesse sentido, o Grupo Municipal do CDS-PP, ao abrigo da alínea f) do nº 1 do artigo 17º e do artigo 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vem por este meio requerer a V. Exa. que digne diligenciar, junto da Câmara Municipal, os seguintes esclarecimentos:
Estando a intervenção na central de camionagem, em moldes definitivos, atrasada 13 anos, o que tem feito a CML para que a obra tenha início?
Porque é que o protocolo assinado com o Metro e RNE não é cumprido?
Sabendo que o valor agora referido pelo Ministro é de cerca de metade do valor da avaliação dos terrenos em 2003, tem a CML conhecimento de alguma alteração de uso ou volumetria de construção que justifique esta estranha desvalorização deste património?
Existe ou existiu algum contacto por parte do Estado no sentido de alterar os pressupostos do protocolo assinado com o Município e nos destinos a dar aos terrenos?
No âmbito da apreciação em CML da proposta 527/2018, na sua sessão de 26 de Setembro, que propunha a deliberação de caducidade de vários planos de Pormenor, incluindo o Plano Pormenor de Sete Rios, que obrigações e compromissos são postos em causa?
Ainda no âmbito do PP atrás mencionado, a sua caducidade altera a deliberação da CML 794/2003 e respetivos protocolos anexos?
Lisboa, 27 de Setembro de 2018
O Deputado do CDS-PP
Diogo Moura