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Requalificação da Calçada de Carriche: A porta do Lumiar
26-06-2018

Debatido e votado: 26 de Junho de 2018
Aprovado por unanimidade

O Lumiar é uma paróquia/freguesia com 751 anos. Tem uma história bem marcada e rica.

Com a construção da Av. Padre Cruz e a Calçada do Carriche, a zona histórica do Lumiar ficou dividida. De um lado o Lumiar centro e a Rua do Lumiar, do outro a Praça Júlio de Castilho, a Igreja, o cemitério, os palácios e o Paço do Lumiar. Com as construções da década de 70, a Calçada do Carriche tornou-se numa via que é urbanisticamente má, sendo opinião geral que esta entrada de Lisboa, pelo Lumiar, é das mais feias e por onde circulam, diariamente, dezenas de milhares de veículos.
Esta via representa um peso considerável na repartição e geração de movimentos. Os principais problemas de funcionamento deste troço relacionam-se maioritariamente com os conflitos gerados entre o tráfego de atravessamento e as necessidades relacionadas com os acessos locais, estacionamentos marginais à via e com os atravessamentos pedonais, os quais não se encontram formalizados ao longo de todo o troço urbano.
A situação é ainda agravada pela falta de medidas que apoiem as interligações pedonais entre as duas metades da Calçada de Carriche sabendo-se, por exemplo, da pré-existência de zonas de tomada e largada de passageiros.
Este facto é particularmente agravado pelo elevado grau de exposição dos utentes ao risco, como resultado quer do volume elevado do tráfego de atravessamento, aliado á percentagem significativo de tráfego pesado de mercadorias, agravado muitas vezes pela indisponibilidade de espaço para a circulação formal de peões, bem como a nível da qualidade de vida e bem-estar, designadamente pela elevada emissão de gases poluentes.
Por outro lado, esta via tem um carácter de eixo rodoviário, em que existe uma clara divisão física e social, por separadores de betão, entre a zona habitacional e comercial e o eixo viário, desumanizando-a.

É nesse sentido que a Calçada carece de uma alteração profunda e tem de ser substituído por uma via com um carácter urbano mais aprazível e amiga das pessoas, nomeadamente de melhor enquadramento urbano para os milhares de munícipes que habitam em ambos lados da Calçada e que merecem a mesma atenção que o centro da Cidade tem tido no que se refere a intervenções no espaço público, verde e viário.

Assim, urge a requalificação da zona de entrada de Lisboa, com a arborização do cruzamento da Av. Padre Cruz no cruzamento para a zona do Paço do Lumiar, bem como a diminuição do número de vias da Av. Padre Cruz e a construção de uma ponte pedonal larga e arborizada, que ligue o Lumiar, juntado de novo o Lumiar Centro ao Lumiar Histórico e aproximando os fregueses da zona dos Palácios, dos Museus do Traje e do Teatro, da Igreja Matriz e do Paço do Lumiar.

Pretende-se dar outra qualidade ao urbanismo local, transformando a entrada de Lisboa que é considerada como uma das mais desagradáveis e pouco cuidada, numa zona bonita, aprazível e urbana, a designar de PORTA do LUMIAR.

Estando junto de uma zona histórica e culturalmente rica como são os palácios do Museu do Traje do Teatro, assim como do parque do Monteiro Mor, não se justifica que a esta via esteja tão mal tratada e tão descuidada.

A cidade de Lisboa, que se tem projectado internacionalmente, não pode ter uma das suas principais entradas com um aspecto de abandono e desleixo.

Nesse sentido, o Grupo Municipal do CDS-PP propõe à Assembleia Municipal de Lisboa que recomende à Câmara Municipal de Lisboa que:

1. Efectue os estudos necessários para reclassificação desta importante área do Lumiar e uma das mais importantes portas de entrada na cidade de Lisboa;

2. Que a solução encontrada seja amplamente discutida junto da população envolvente à Calçada de Carriche, designadamente através de reuniões públicas promovidas pela CML e Freguesia do Lumiar;

3. Mandatar a 8ª Comissão Permanente para acompanhar o processo em apreço, desenvolvendo diligências junto da CML, designadamente sobre o desenvolvimento, calendarização e apresentação do mesmo.

Lisboa, 20 de Junho de 2018

O Grupo Municipal do CDS-PP
Diogo Moura