Assembleia Municipal de Lisboa
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«Moções de solidariedade» com a Grécia
30-06-2015

Intervenção da deputada municipal Maria Luísa Aldim perante as «moções de solidariedade» com a Grécia do BE e do PAN:

O CDS tem o princípio de não trazer a esta Assembleia local temas de política internacional mas também não se demite de debater ou mesmo de criticar quem o faz de forma irresponsável como fica demonstrada pelas duas moções de pseudo-solidariedade para com o povo grego.

Se o povo grego merece toda a solidariedade o Syriza não merece nenhuma! Recusamos ser solidários com um governo de extremistas, de esquerda e de direita, que diz que “Não paga e quer mais dinheiro… e já!!”, com quem não faz cedências e julga que todos nós temos de continuar a pactuar com chantagens e a pagar desvarios que condenam o futuro a Europa em geral, e os gregos em particular. Nenhuma solidariedade para com o radicalismo ideológico que levou a Grécia de mal a pior!

A nossa solidariedade vai, essencialmente, para com todos os portugueses que de forma séria e honrada assumiram o compromisso de se reestruturarem em função do país que somos e, sem aventureirismos, mas com o sacrifício de todos, tem estado a reerguer Portugal.

A par dessa solidariedade vai o agradecimento para o Governo do PSD e CDS que, depois da bancarrota socialista, não deixou que o país vivesse no medo e incerteza que assola actualmente a Grécia. Aqui, os bancos nunca fecharam, as filas para abastecer os carros não existiram e as prateleiras dos supermercados sempre tiveram comida. E, sim, estamos melhor que há 4 anos porque não se fez política de casino, nem se jogou à roleta russa com o destino do povo, como fazem na Grécia os netos de Trotsky e Marx. Não se deixem enganar. Infelizmente para todos, a Grécia está pior na economia, pior socialmente, pior nas finanças públicas, pior na confiança nas instituições (como o sistema bancário), pior no clima e instabilidade política e até pior no respeito pelas regras democráticas. A crise grega demonstra que Portugal percorreu o caminho certo.

Mas já que a solidariedade é tão invocada sugiro que se demonstre desde já também a solidariedade, para com os portugueses que terão de pagar parte da dívida grega se estes não cumprirem as suas obrigações.

Nessa altura, cada português será individualmente e obrigatoriamente solidário no pagamento de quase 2 mil milhões de euros. Será uma solidariedade, que não terá nada de voluntário, mas que será efectiva ao contrário das vossas moções e discursos irresponsáveis e demagógicos, que só conduzem ao caos, à miséria e ao empobrecimento dos povos, incluindo o português!

Tal como muitos “repudiam” a atitude do Governo Português, o CDS repudia atitudes irresponsáveis.