Assembleia Municipal de Lisboa
Voto 004/02/MPT – Pesar pelo falecimento de Maria Clotilde Belo de Carvalho Rosa Franco
05-12-2017

Agendado: 5 de Dezembro de 2017
Debatido e votado: 5 de Dezembro de 2017
Resultado da Votação: Aprovado por unanimidade
Passou a Deliberação:355/AML/2017
Publicação em BM:2º Suplemento ao BM nº 1245

Voto de Pesar
Maria Clotilde Belo de Carvalho Rosa Franco, pioneira da expressão contemporânea em Portugal, faleceu na sexta-feira dia 24 de Novembro, aos 87 anos, na sua casa em Lisboa.
Filha dos músicos José Rosa e Branca Belo Carvalho Rosa, nasceu em Lisboa em 1930. Cedo se interessou pelo meio musical e iniciou os seus estudos de piano a título particular, tendo depois completado o Curso Superior de Piano e Harpa no Conservatório Nacional.
Seria a harpa o instrumento a que se dedicaria profissionalmente, tendo recomeçado os seus estudos com Macário Santiago Kastner em baixo cifrado e interpretação de música antiga. Nesse período integrou os Menestréis de Lisboa.
Entre 1960 e 1963, a Fundação Calouste Gulbenkian e o governo holandês concederam-lhe bolsas para estudar harpa, a título particular, na Holanda, Paris e Colónia. Por proposta de Mário Falcão, tocou Imagens Sonoras de Jorge Peixinho, o que terá ocasionado a aproximação de Clotilde Rosa a este compositor e ao meio musical português de vanguarda.
Participou do grupo reunido por Jorge Peixinho que veio a dar origem em 1970 ao Grupo de Música Contemporânea de Lisboa. No entanto, continuou a dar interesse pela interpretação de música antiga, tendo constituído com Carlos Franco e Luísa de Vasconcelos o Trio Antiqua. Como instrumentista, fez ainda parte da Orquestra Sinfónica Nacional, da Orquestra da Emissora Nacional e colaborou com as orquestras do Teatro Nacional de S. Carlos e da Fundação Calouste Gulbenkian.
Foi nesta época que foi introduzida, por Clotilde Rosa e pela primeira vez em Portugal, a música contemporânea no programa curricular de harpa.

Entre as várias actividades, integrou também a Comissão Sectorial da Música Erudita da Sociedade Portuguesa de Autores.

Por ela, o Grupo Municipal do Partido da Terra – MPT propõe que a Assembleia Municipal de Lisboa, na sua Sessão Ordinária de 5 de Dezembro de 2017, delibere:
1. Manifestar o seu profundo pesar pelo falecimento de Clotilde Rosa, guardando um minuto de silêncio em sua memória e homenagem;
2.Remeter o presente voto de pesar para:
• O Conservatório Nacional;
• Orquestra Sinfónica Nacional;
• Teatro Nacional de S. Carlos;
• Fundação Calouste Gulbenkian;
• Comissão Sectorial da Música Erudita da Sociedade Portuguesa de Autores.
• Grupo de Música Contemporânea de Lisboa
• Família de Clotilde Rosa
Lisboa, 30 de Novembro de 2017
Pelo Grupo Municipal do Partido da Terra,
O Deputado Municipal
José Inácio Faria

Documentos
Documento em formato application/pdf Voto de pesar 004/02(MPT)392 Kb