Assembleia Municipal de Lisboa
Recomendação 020/01 (PEV) - Identificação toponímica do 25 de Abril
24-04-2018

Agendada: 24 de Abril de 2018
Debatida e votada: 24 de Abril
Resultado da Votação: Aprovada por Maioria com a seguinte votação: Favor: PS/ PSD/ PCP/ CDS-PP/ BE/ PAN/ PEV/ 8 IND - Abstenção: MPT/ PPM
Passou a Deliberação: 170/AML/2018
Publicação em BM: BM nº 1267

Identificação toponímica do 25 de Abril

«Foi então que Abril abriu as portas da claridade e a nossa gente invadiu a sua própria cidade( )E em Lisboa capital dos novos mestres de Aviz o povo de Portugal deu o poder a quem quis», Ary dos Santos

«Em Abril, abriu-se o tempo e vingou-se a história. Uma só vontade libertou povos e pátrias. A solidariedade ocupou os espaços. O 25 de Abril, memória de um gesto de liberdade, permanece um cravo vermelho, vivo, livre e jovem, semeado pelo movimento dos capitães e o povo português»
A atribuição de topónimos aos arruamentos de Lisboa é da responsabilidade da Câmara Municipal, desde o final do século XIX. Ao longo dos tempos afirmou-se como um meio através do qual se perpetuam personalidades, factos e tradições, inserindo-os no quotidiano da cidade. http://www.cm-lisboa.pt/toponimia]
Neste contexto, vários são já os locais que o Município deliberou assinalar, quer por meio de placas sinaléticas, quer através de 'totens' que incluem um breve resumo de toponímia histórica, de que constituem exemplo, entradas de monumentos, edifícios onde nasceram ou residiram personalidades, ou mesmo contemplando roteiros, como no caso na Cerca Velha ou Cerca Moura, como forma de resgatar a memória histórica da cidade.
No caso do 25 de Abril, em que celebramos o valoroso feito do Movimento dos Capitães, que abriu as portas à liberdade e à democracia, e o levantamento popular que imediatamente irrompeu nessa manhã libertadora, transformando a acção militar num processo que abriu caminho a uma verdadeira revolução democrática, apenas alguns dos locais desses eventos se encontram devidamente distinguidos. São exemplos já assinalados o Largo do Carmo, a ex-sede da PIDE na Rua António Maria Cardoso ou os quartéis da Pontinha ou da ex-EPAM, entre outros.
Considerando que os eventos preparatórios e organizativos que decorreram no 25 de Abril podem ser afixados na via pública, permitindo assinalar no próprio local a História do que ali se passou, as forças em confronto, os militares envolvidos, a participação de populares, a hora do evento e o desfecho ali ocorrido;
Considerando que esta identificação poderá ser feita por meio dos habituais marcos, 'totens' ou placas sinaléticas, e em versão bilingue, com selo para leitura por meio de aplicações móveis (APP);
Considerando a vantagem de o levantamento de alguns desses locais poder mais facilmente ser delineado em conjunto com outras entidades, Universidades ou Associações ligadas ao 25 de Abril.
Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista Os Verdes, recomendar à Câmara Municipal de Lisboa que:

1 - Proceda ao levantamento dos locais que ainda requeiram uma identificação toponímica sobre a história do 25 de Abril, em conjunto com universidades e outras associações.
2 - Estude a viabilidade de utilização dos modelos de sinalética melhor apropriados, como marcos, placas, 'totens' ou outros, se possível em versão bilingue e com leitura por meio de sistemas APP.
3 - Pondere a elaboração de guia, roteiro temático e eventual aplicação digital.
Mais delibera ainda:
- Enviar a presente deliberação à Câmara Municipal de Lisboa e ao Núcleo de Toponímia do Departamento de Património Cultural, à Associação 25 de Abril e à Associação Conquistas de Abril.

Assembleia Municipal de Lisboa, 24 de Abril de 2018
O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes

Cláudia Madeira J. L. Sobreda Antunes

Documentos
Documento em formato application/pdf Recomendação 020/01 (PEV) 178 Kb