Assembleia Municipal de Lisboa
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112ª reunião da AML |16 de Julho 2020|videoconferência
Lisboa regista 524 contactos presenciais com pessoas em confinamento
16-07-2020 LUSA

As equipas que acompanham as pessoas em confinamento obrigatório já fizeram 524 contactos presenciais em Lisboa e, nas freguesias com mais casos de covid-19, já foram feitas visitas a todos os casos ativos, avançou hoje o presidente da autarquia à Assembleia Municipal.

"Neste momento, já foram feitos 524 contactos presenciais e, nas freguesias com maior número de casos e maior número de novos casos, já fizemos visitas a todos os casos ativos e temos hoje a capacidade de visitar no prazo de 24 horas todos os casos que estão a surgir", destacou o Fernando Medina (PS).

Estas informações foram transmitidas pelo autarca durante a apresentação da informação escrita do presidente, na sessão plenária da Assembleia Municipal de Lisboa.

Admitindo que a região de Lisboa está confrontada com "uma situação que é atípica", Medina defendeu que a medida de criação de equipas mistas, constituídas pelos profissionais de saúde, Proteção Civil, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, juntas de freguesia, Polícia Municipal e PSP, têm "uma enorme importância".

"Isto é uma mudança muito grande do ponto de vista qualitativo porque isto permite-nos muito mais rapidamente assegurar que as pessoas que estão positivas têm condições de confinamento e que estão a cumprir essas condições de confinamento", justificou.

O presidente da Câmara de Lisboa adiantou também que no município apenas cinco das pessoas visitadas solicitaram alojamento alternativo, notando que "não tem havido um recurso significativo" a esta opção.

Fernando Medina afirmou ainda que, "regra geral, as pessoas estão a cumprir os seus confinamentos", ressalvando, porém, que foram enviados "17 casos à PSP para prossecução das atividades de detenção por incumprimento da determinação das autoridades de saúde".

Segundo o autarca, "o número de casos ativos é significativamente inferior aos números que vêm sendo relatados", uma vez que quando os doentes, depois de cumprirem o processo de confinamento e de quarentena, têm um teste negativo, há um hiato de tempo para o médico fazer o registo dessa alta".

"Para vos dar noção da dimensão, o município de Lisboa tinha 1.154 casos ativos, de acordo com os registos ''trace covid'' no dia 15 (de julho). Depois da monitorização das listas pelos técnicos de saúde as unidades de cuidados à comunidade e de saúde primária na preparação das visitas, foram identificados 877", disse, dirigindo-se ao plenário.

Na ótica do autarca, que há cerca de duas semanas criticou as autoridades de saúde no combate à pandemia de covid-19 em Lisboa, dizendo que com "maus chefes e pouco exército não é possível ganhar esta guerra", a capacidade operacional e de verificação dos confinamentos tem vindo agora a aumentar.

"E esperamos que isto tenha um efeito do ponto de vista de reduzir o número de novas infeções diárias (...) para manter níveis mais aceitáveis do que aqueles que temos", sublinhou.