A Câmara de Lisboa apenas registou até agora 11 trabalhadores infetados pelo novo coronavírus, nove dos quais já se encontram recuperados, disse ontem ao parlamento da cidade, o vice-presidente da Autarquia, João Paulo Saraiva.
Segundo o mapa de pessoal da Câmara disponível no site da Autarquia, o município tem mais de sete mil trabalhadores. Durante a reunião da Assembleia Municipal de Lisboa realizada ontem por videoconferência, o vice-presidente da Autarquia adiantou que, desde o início da pandemia, apenas foram registados 11 casos positivos de covid-19 entre os trabalhadores do município, com um "pico" de casos ativos entre 8 e 24 de abril. Desses, apenas dois continuam "ativos", tendo os restantes nove já recuperado.
Ainda segundo João Paulo Saraiva, aos nove trabalhadores municipais infetados, somam-se mais três na Carris.
"A situação continua completamente controlada", assinalou, considerando que a Autarquia apresenta "números muito bons no contexto nacional, que espelham a forma profissional e atenta como todos os trabalhadores têm desempenhado as suas funções, protegendo-se a si e aos outros", sem deixar de desempenhar as suas funções, em alguns casos presencialmente.
Contudo, acrescentou, há que continuar com a mesma atenção, pois "o processo ainda não acabou".
"De qualquer forma, quero deixar uma palavra de apreço pela postura e pela forma como nos temos comportado como organização", salientou.
O vice-presidente da Câmara de Lisboa enumerou ainda algumas das medidas que a autarquia tem tomado devido à pandemia de covid-19, nomeadamente "adaptações em zonas de toque e passagem nos edifícios municipais", a colocação de acrílico em serviços onde é difícil manter as distâncias no atendimento e a "limpeza qualificada" em alguns locais, entre outras medidas.
A recolha seletiva de resíduos porta a porta na cidade de Lisboa vai ser retomada a partir de 01 de junho, mais de dois meses depois da interrupção do serviço devido à pandemia de covid-19. "Vamos retomar esta recolha a partir de 01 de junho", disse o vereador responsável pelo pelouro da Higiene Urbana, Carlos Castro, durante a reunião da Assembleia Municipal.
A decisão de suspensão da recolha porta a porta de papel e plástico foi anunciada em 20 de março pelo município, que informava que passariam apenas a ser recolhidos os resíduos indiferenciados três vezes por semana de modo a "garantir a proteção da saúde pública e dos trabalhadores envolvidos nas operações de recolha e tratamento de resíduos e, em simultâneo, controlar os fatores de disseminação da doença e contágio por covid-19".