Assembleia Municipal de Lisboa
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79ª reunião da AML |9 de Julho
AML promove audição pública ao projeto Portugália Plaza
09-07-2019 LUSA

A Assembleia Municipal de Lisboa organiza uma audição pública ao projeto Portugália Plaza, anunciou a presidente deste órgão, que prevê a construção em Arroios de um edifício que tem sido alvo de críticas.

Hoje, na sessão plenária da AML, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), confirmou que “deu entrada há poucos dias um projeto de alteração” ao original, acrescentando que o debate agendado para 18 de julho será uma “excelente oportunidade” para “confrontar os autores com as alterações” propostas.

O autarca respondia a uma intervenção da deputada municipal do BE Isabel Pires, que defendeu que o projeto “descaracteriza aquela zona da cidade, mesmo que (a torre) tenha menos 11 metros”.

No início da reunião, Luís Castro, do coletivo Vizinhos de Arroios, referiu que ainda “não há qualquer atualização” do projeto disponível no ‘site’ da CML, tendo a presidente da assembleia, Helena Roseta, avançado que já solicitou à autarquia a atualização da informação.

A audição pública sobre a requalificação do quarteirão da cervejaria Portugália, com início agendado para as 17:30, contará com a apresentação do projeto pelos projetistas, a audição dos peticionários contra o edifício mais alto, um debate com diversas entidades convidadas e cidadãos, as intervenções das várias forças políticas com representação na AML, assim como com a intervenção do vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS).

O projeto, da autoria da empresa ARX Portugal Arquitetos, prevê a construção de quatro edifícios em terrenos atualmente abandonados no quarteirão da Portugália, na Avenida Almirante Reis, freguesia de Arroios.

Segundo o projeto inicial, o futuro empreendimento contemplará cerca de 85 apartamentos “destinados a jovens profissionais e famílias de classe média”, 180 unidades de habitação de convivência, escritórios, espaços comerciais, 413 lugares de estacionamento para automóveis e 99 para motas.

Os quatro novos edifícios e a reabilitação dos pré-existentes “conformam duas praças” ajardinadas abertas ao público e onde será possível atravessar a Avenida Almirante Reis e a Rua António Pedro.

Nos últimos meses têm surgido diversas críticas ao projeto, nomeadamente de autarcas, de arquitetos paisagísticos e de munícipes, tendo também sido criado o movimento “Stop Torre 60m Portugália”.

As principais críticas prendem-se com a volumetria de um dos edifícios, que os moradores temem que provoque ensombramento e tenha um impacto negativo nas vistas.

Para os projetistas, a “torre” é uma forma de "intervenção perfeitamente válida", que permite gerar espaço público.

O projeto já foi alvo de duas apresentações públicas e esteve em consulta pública até 18 de junho.

Martim Moniz

Sobre a requalificação da praça do Martim Moniz, que também tem sido criticada por moradores e autarcas, o presidente da autarquia lisboeta garantiu que pretende “apreciar as várias propostas em câmara até às férias de verão”.