Assembleia Municipal de Lisboa
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Medina confirma que Metro de Lisboa permanece sob a alçada do Governo
19-10-2016 Inês Boaventura, Público

O Metropolitano de Lisboa vai permanecer sob a alçada da Administração Central, ao contrário da Carris, cuja propriedade e gestão serão assumidas pela Câmara de Lisboa. A confirmação foi dada pelo presidente do município, que sublinhou que em 2017 o Governo vai investir 45 milhões de euros no Metro. A Assembleia Municipal de Lisboa quer um debate público "sobre as várias possibilidades de expansão da rede"

"O Metro é um serviço que vai ficar na responsabilidade da Administração Central, não da Câmara de Lisboa, mas onde a câmara é obviamente um parceiro muito interessado", afirmou Fernando Medina no seu comentário semanal na TVI.

Estas declarações foram feitas menos de uma semana depois de o vereador das Finanças da capital ter afirmando que o futuro do Metropolitano de Lisboa ainda estava em discussão com o Governo. "Seja qual for o resultado final das negociações o município está a preparar-se", afirmou João Paulo Saraiva, que em declarações feitas na apresentação do Orçamento para 2017 não excluiu a hipótese de a empresa passar a ser gerida pelo município.

Além de ter afastado essa possibilidade, Medina congratulou-se com o facto de o Governo ter disponível uma verba de 45 milhões de euros "para a melhoria da situação do Metro no imediato". Segundo o autarca, esse valor não se destina à expansão da rede, mas sim à "resolução daqueles problemas básicos que afligem", como o alargamento do cais da estação de Arroios, a finalização das obras no Areeiro e questões como as escadas-rolantes e a limpeza. Para Medina, este "é um sinal positivo e importante", mas não "suficiente".

"É preciso muito mais para recuperar a capacidade do Metro enquanto instrumento de serviço público", defendeu, lembrando o "fortíssimo subinvestimento" a que a empresa "foi votada nos últimos anos".