Assembleia Municipal de Lisboa
foto - O Observador
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Lisboetas podem monotorizar execução
Há 150 ruas em Lisboa que vão para obras
10-07-2015 Inês Banha, DN
Programa Pavimentar Lisboa 2015-2020

Lisboa investe 25 milhões para recuperar 150 ruas. Programa Pavimentar Lisboa 2015-2020 visa dar resposta ao "estado de degradação acentuada de muitas das artérias". Lisboetas vão poder monitorizar a sua execução

A Avenida das Forças Armadas, a Avenida Estados Unidos da América, a Avenida Rovisco Pais, a Avenida do Colégio Militar e a Estrada de Cheias são algumas das 48 artérias de Lisboa que vão ser intervencionadas já este ano no âmbito do plano Pavimentar Lisboa 2015-2020, apresentado ontem pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML).

Ao todo, anunciou Fernando Medina, a autarquia tenciona investir 25 milhões de euros até 2017 na recuperação de cerca de 150 arruamentos - um programa com "ambição" que visa ser uma "resolução estrutural" para o "estado de degradação acentuado de muitas artérias" da cidade e que só agora avança porque só agora foi possível, após o município ultrapassar uma "situação financeira muito delicada", alocar os recursos necessários à sua execução.

É bem mais do que remendar o asfalto aquilo que a CML pretende fazer, em 2015 e 2016, em cerca de cem quilómetros de pavimentos. Aprová-lo, a empreitada, com duração prevista de dois meses, que está já a decorrer na Rua Sampaio Bruno, onde ontem decorreu a conferência de imprensa de apresentação do plano. Além da reabilitação do pavimento, aquela que é uma das artérias mais movimentadas de Campo de Ourique terá ainda novos lugares de estacionamento e passeios mais largos e com menos obstáculos. Entre eles, está parte da sinalização vertical, que, em alternativa, será pintada na estrada. Simultaneamente, as passadeiras, que passarão a ter pisos tácteis, serão rebaixadas ou elevadas consoante o caso. O modelo será replicado, em geral, nos restantes arruamentos abrangidos, estando previsto que, em algumas situações, a calçada seja substituída por um pavimento mais confortável.

Em causa está o facto de, segundo o autarca socialista, o programa que agora será posto em prática visar, além do aumento da segurança e do conforto dos automobilistas, também a mobilidade de quem circula nos passeios. As intervenções serão ainda aproveitadas, quando tal se justifique, para melhorar as infraestruturas de saneamento. Já quanto à recuperação das estradas em si, o tipo de empreitada a executar dependerá sempre das características do arruamento a intervencionar. Na prática, as obras passarão ou pela recarga dos pavimentos quando estes já forem de betão ou pela "reconstrução integral" quando se trate de artérias pavimentadas por cima de paralelepípedos graníticos. Esta solução fora adoptada anteriormente para diminuir o ruído do tráfego rodoviário.

Este ano serão investidos 10 milhões de euros na requalificação de 48 artérias. Para 2016, fica reservada a intervenção em cerca de cem vias, entre as quais a Segunda Circular, a Avenida de Roma, a Rua de Alcântara, a Rua D. Pedro V e a Rua de Santa Marta. Em dois anos, a autarquia prevê gastar mais de 25 milhões de euros. Outros 25 milhões serão investidos até 2020. A calendarização desta segunda fase, que extravasa a duração do actual mandato (2013-2017), ainda não está definida, mas a primeira poderá ser consultada por qualquer pessoa no microsite Pavimentar Lisboa, alojado na página online do município, disponível em www.cm-lisboa.pt.

O objectivo, explicou o presidente da autarquia, é que os lisboetas possam "monitorizar" a execução de um programa "aberto" e "transparente" e comunicar directamente com o município. Fernando Medina comprometeu-se ainda a realizar, trimestralmente, uma conferência de imprensa para fazer o balanço das intervenções. E ressalvou, desde logo, que "é normal" que venham a existir "alterações de calendário", devido à necessidade de compatibilizar as intervenções com outras obras e até entre si, de modo a não restringir o acesso a uma área demasiado alargada da cidade.