Assembleia Municipal de Lisboa
123ª reunião AML - 8 de Novembro de 2016
Assembleia Municipal de Lisboa guarda minuto de silêncio
08-11-2016 FYM (FP/NS/JPS) // JLG, LUSA

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) lembrou hoje João Lobo Antunes, Bernardino Gomes, Jaime Fernandes, António Baptista Fernandes e José Carlos Castelo Branco, guardando um minuto de silêncio após a aprovação por unanimidade dos vários votos de pesar apresentados.

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar pela morte de João Lobo Antunes, neurocirurgião com uma "carreira notável", aspirando a que o seu nome e exemplo "fiquem condignamente ligados" à cidade.

"A Assembleia Municipal de Lisboa manifesta o mais profundo pesar perante a morte de João Lobo Antunes, envia as mais sentidas condolências a toda a família e delibera recomendar ao Município de Lisboa que lhe sejam prestadas as devidas homenagens, contribuindo para que o seu nome e o exemplo da sua vida fiquem condignamente ligados à memória da cidade de Lisboa", lê-se no documento apresentado pelo PSD.

O voto, ao qual se associaram também PS e CDS-PP, refere que João Lobo Antunes teve uma carreira "notável”, tendo sido o "primeiro médico da história a implantar um olho eletrónico num cego, um implante que desde então já foi feito em 15 invisuais, permitindo-lhes ver algumas formas e distinguir certas cores".

O neurocirurgião João Lobo Antunes, presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, morreu a 27 de outubro, aos 72 anos.

Licenciado em Medicina pela Universidade de Lisboa, com uma média final de 19,47 valores, foi professor catedrático de neurocirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e diretor de serviço de neurocirurgia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Em 1996, recebeu o Prémio Pessoa, instituído pelo jornal Expresso.

Na reunião plenária de hoje, os deputados municipais aprovaram, também unanimemente, um voto de pesar pelo falecimento, a 31 de outubro, aos 72 anos, de Bernardino Gomes, fundador do PS e chefe de gabinete do antigo primeiro-ministro Mário Soares.

O documento, apresentado pelo PS, frisa que Bernardino Gomes desempenhou "um papel tão discreto quanto crucial na instalação e afirmação do PS como uma força de grande influência na sociedade portuguesa, mas também no seu reconhecimento internacional e na defesa de uma sociedade democrática e plural em Portugal".

Bernardino Gomes licenciou-se em Ciências Políticas pela Universidade de Lovaina, Bélgica, e foi diretor do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros, após o 25 de Abril de 1974.

Investigador da área das relações internacionais, é autor, com Tiago Moreira de Sá, do livro "Carlucci vs. Kissinger - Os EUA e a Revolução Portuguesa", sobre o papel dos Estados Unidos na revolução, e foi, durante anos, administrador da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).

Com Mário Soares foi um dos fundadores do PS, em Bad Munstereiffel (República Federal Alemã), a 19 de abril de 1973, que resultou da transformação em partido da Ação Socialista Portuguesa (ASP).

A AML lamentou também a morte de Jaime Fernandes, 69 anos, que faleceu a 27 de outubro.

Jaime Fernandes era desde 2013 provedor do telespetador da RTP, além de administrador da Arena Atlântico, gestora da Meo Arena.

Entre 1985 e 1986, foi diretor de programas da Rádio Renascença, sendo responsável pela reorganização da estação e pela fundação da FMR/RFM.