Um banco de jardim, um pinheiro e um totem, a explicar quem foi Maria de Lourdes Pintassilgo, constituem, de acordo com Margarida Martins, presidente da freguesia de Arroios, o memorial de homenagem à antiga primeira-ministra, da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa e da Junta de Freguesia de Arroios.
O memorial ficará instalado no Jardim dos Sabores, na intersecção da Alameda Santo António dos Capuchos com a Rua Doutor Almeida Amaral, ao Campo Mártires da Pátria.
“Escolher o local foi fácil, ela morava na Alameda (Santo António dos Capuchos), a sede de candidatura às eleições presidenciais de 1986 também era ali e a sede do Graal - movimento internacional de mulheres, do qual foi vice-presidente - situava-se junto ao Jardim”, referiu a presidente da junta de freguesia de Arroios.
No ano em que se assinalam dez anos da morte de Maria de Lourdes Pintassilgo “é importante lembrar” aquela que foi a primeira e única primeira-ministra portuguesa, considerou Margarida Martins.
Maria de Lourdes Pintassilgo, que morreu em 2004, com 74 anos, foi a única mulher a liderar um Governo em Portugal.
Em 1979 foi indigitada pelo então Presidente da República, Ramalho Eanes, para chefiar um Governo de gestão, entre Julho de 1979 e Janeiro de 1980. Em 1986 foi candidata derrotada às eleições presidenciais.
Esta homenagem é feita no primeiro Dia Municipal para a Igualdade, criado no âmbito do IV Plano Nacional para a Igualdade 2011-2013.Em declarações à agência Lusa, o vereador dos Direitos Sociais da Câmara de Lisboa referiu que o município vai aproveitar a data para “afirmar publicamente o seu empenho nas questões da igualdade”.
Do programa de actividades, além da homenagem, fazem parte o fórum “Conciliação, tempo e pessoas”, que decorre no Museu do Fado entre as 09:30 e as 12:30, a marcha pela igualdade no Parque das Nações, às 18:30, e uma sopa para todos às 20:00, iniciativa integrada na campanha solidária 2014 da Comunidade Islâmica de Lisboa, situada na Praça de Espanha.
No dia 17 de maio, a Câmara de Lisboa assinalou também pela primeira vez o Dia Internacional Contra a Homofobia e Transfobia.“Este é mais um avanço”, reforçou João Afonso, considerando que “o combate à discriminação faz-se pela afirmação da existência destes problemas, não é ocultando e não falando deles”.
Em Setembro, foi aprovado na Assembleia Municipal o primeiro plano municipal de prevenção e combate à violência doméstica e de género do município de Lisboa, que vigora entre 2014 e 2017.
Ainda no mês passado, foi aprovada por unanimidade, em reunião camarária, a proposta para alteração ao regulamento do Conselho Municipal para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, que incluiu a mudança de designação para Conselho Municipal para a Igualdade.
JRS/AYMN // ROCLUSA